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Paraíso Líquido, Luiz Bras | 2010 | 304 páginas | Editora Terracota | no skoob
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Três coisas me fizeram ficar apaixonada pelo livro 1) se trata de ficção científica brasileira, 2) o impacto do primeiro conto e 3) a criatividade do autor. O livro é tão fantástico, os contos são tão intensos e se
aprofundam tanto no tema que ao terminar a leitura senti
como se tivesse lido vários livros em vez de um só.
"(...) os contos reunidos neste volume estão em busca de certo tipo de leitor relativamente incomum hoje em dia, ao menos nos círculos mais refinados. Falo dos apreciadores sofisticados que, ao abrir um livro, ir ao cinema ou ao teatro, buscam algo mais do que a simples realidade nua e crua." Rebecca O'Brien na orelha do livro.
Outra coisa bacana é que os contos vão se tornando cada vez mais fantásticos, mais futuristas, o mundo como conhecemos se desintegra cada vez mais, como se desse chance ao leitor de ir se acostumando aos poucos ao universo fabuloso a que Bras nos convida.
Primeiros Contatos, o primeiro conto, já é um soco no estômago. Me envolveu e me emocionou tanto que me senti dentro da história, cúmplice do menino aniversariante que acreditava em extraterrestres. Já em
Paraíso Líquido, o último conto, o leitor se vê num universo completamente diferente de tudo que já imaginou. Isso passando por guerras, experiências científicas, perseguições, o ciberespaço e além.