quinta-feira, 18 de agosto de 2011

{Eu li} O Castelo nos Pirineus - Jostein Gaarder

Por Bruna K.

Gente, tou demorando demais para terminar On The Road, concordam? Bom, nem sei se vocês notaram isso, porque EU ESTOU ME SENTINDO ABANDONADA. ç__ç Vocês dirão: claro, você não posta.

Não posto porque além da preguiça, dá trabalho e não tou tendo feedback. //desabafo_off
Enfim, daí até dei uma relaxada na leitura e fiz o quê? Comecei a desenhar de novo! Eu sempre tenho essas minhas crises de criatividade e quando começo a desenhar não paro mais. Inclusive, fiz uma ilustração de On The Road, posto junto com a resenha.

Então, como tou demorando a postar a resenha do Road, resolvi postar uma resenha que deixei no Cacotopia, meu 'blog solo'. Espero que gostem (e talvez comentem...). :D



Original: Slottet i Pyreneene
Jostein Gaarder
Editora Companhia das Letras
Romance, Filosofia
Ano 2008,  Brasil 2010 
Capas

Livro mais recente do Gaarder e apenas o terceiro que tenho oportunidade de ler, é difícil falar de O Castelo nos Pirineus sem spoilers, mas vamos lá.  

O tema desta vez é o velho e talvez eterno debate Ciência x Religião,mas literatura de ótima qualidade o faz passar longe de ser chato.
Solrun e Stein foram um casal de namorados na decada de 70. Eles eram apaixonados, insaciáveis e acreditavam em uma única existência, por isso viviam intensamente,  faziam tudo o que tinham vontade, principalmente viajar.

Apesar de toda a paixão, uma série de fatos estranhos (e possivelmente interligados) ocorrem durante a estadia em um hotelzinho de madeira. Solrun abandona as (des)crenças do namorado e ele não consegue lidar com isso. Ela acaba por deixá-lo, ele não impede.
Mais de trinta anos depois, eles se reencontram no mesmo lugar da separação. Então começa a troca de emails para discutir suas atuais crenças e encontrar a origem do que causou o fim do relacionamento. Essa é a trama em que o tema se encontra. 

As paisagens descritas por Gaarder são uma delícia de se imaginar, assim como as aventuras dos protagonistas, o que dá um ar fresco à história e me fez imaginar que daria um filme belíssimo (melhor que a adaptação de O Mundo de Sofia, por favor). 

Além disso, outro fator fez o livro se tornar um de meus favoritos é que  Jostein é imparcial. O livro é todo sob forma de emails, um por Solrun, outro por Steinn e assim por diante. Ambos têm visões diferentes sobre o que desencadeou a separação. Solrun defende suas crenças religiosas e Steinn, agora climatólogo, seu ateísmo e a ciência. Achei fantástico ele expor os dois lados e mais fantástico ainda quando caem em contradição e se rendem ao raciocínio do outro. Como sabemos, a filosofia nasceu para indagar, incomodar, não para dar respostas, logo, mesmo no final do livro Gaarder não dá um veredicto sobre o que era a "mulher-amora". Ponto pra imparcialidade, atiçando a imaginação do leitor. Além da religião, o livro também chama a atenção vez por outra para as mudanças climáticas. 

É um livro fascinante, que encanta e nos faz refletir com um desfecho fantástico. Recomendadíssimo pra quem se interessa pelo assunto e ainda quer ler uma história de amor digna de Nicholas Sparks.
Clique e babe nos fiordes noruegueses, cenários da história
Postado anteriormente no Cacotopia. :)

2 comentários:

  1. Desenhar me lembra meu e-mail *pressão? han? kk*

    Jostein Gaarden é divo né? nossa *-*

    Beijos, Ela por Ela.

    ResponderExcluir
  2. Guriaa! Desculpa D:
    Postei a resenha e esqueci de responder seu comentário. Não consegui ver seu email, cê mandou pro yahoo? Manda lá pra brunacester@hotmail.com que eu vejo! Foi mal tou te enrolando faz tempo já! huahua Mil perdões, manda lá que resolvemos isso huahua.

    Beijo!

    ResponderExcluir

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