quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

{Eu li} Ensaio Sobre a Lucidez - José Saramago


ENSAIO SOBRE A LUCIDEZPaís e ano: Portugal, 2004
No Brasil pela: Companhia das Letras
Idioma: Português, pt
Páginas: 328

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   Alguns anos depois de escrever o excelente Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago publicava Ensaio Sobre a Lucidez.

Neste livro, quatro anos se passaram desde a inexplicável cegueira branca que acometeu todo o país e chega o dia de mais uma eleição. Quase ninguém aparece para votar o que é preocupante mas compreensível já que a chuva não dá trégua. Às dezesseis horas, as pessoas começam a chegar, para alívio dos candidatos. Na hora de apurar os votos uma surpresa: a maioria votou em branco. É feita outra eleição. São colocados espiões entre as filas de eleitores, mas nada é descoberto sobre uma possível conspiração. O resultado foi 83% de votos em branco, ainda mais que na primeira eleição. E um detalhe: isso só ocorre na capital.

Ninguém se manifesta. Um grupo de pessoas é isolado para interrogatórios, mas nada é descoberto. Com certeza há uma conspiração, mas de onde vem? Para pressionar a população a falar é declarado estado de anarquia sítio em toda a capital. Não há mais autoridades, a entrada de bens de consumo é controlada, a cidade está cercada e ninguém pode sair sem permissão. 

Ainda assim ninguém se manifesta! E mais: todos se viram muito bem sem o governo. O que parece é que não houve conspiração e sim uma espécie de conscientização coletiva que surgiu não se sabe de onde.

Devo confessar que foi o livro mais difícil que li em 2011, pensei em parar até, mas perseverei! Pelo menos a metade do livro a leitura foi muuuito devagar. E até o próprio autor admite isso. Porém, é mais uma história que nos faz pensar e numa coisa muito importante: em quem elegemos para nos representar.

O voto branco foi uma manifestação do povo que rejeitou todas as promessas e eventuais mentiras. Li por aí que o livro chegou a causar alguma comoção em Portugal durante as eleições. Sim, como dito nas sinopses e resenhas, reencontramos os personagens de Ensaio Sobre a Cegueira e eles têm grande importância, mas não se engane, isso é só após as muitas divagações e pouca ação. Então, com uma carta redigida pelo primeiro cego, a história começa a ganhar mais foco.

Ainda bem que não parei, porque além de fazer pensar, a ironia do Saramago é uma coisa deliciosa de ler e às vezes causa arrepios e exclamações (bem como o final de Ensaio Sobre a Lucidez).

O AUTOR


Não é preciso dizer mais nada.

Um comentário:

  1. Menina,acredita que até hoje não acabei de ver o "Ensaio sobre a cegueira"?
    O que significa que vou demorar a começar a ler :S
    Mas se gostei do começo do filme,sem dúvidas vou adorar o livro. E olha que eu sou difícil de gostar de livros sobre a sociedade,sabe que prefiro a fantasia.Mas Saramago conseguiu me encantar,rs.

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