sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

{Livro + Filme} Johnny Vai à Guerra, impactante obra anti-guerra de Dalton Trumbo

Johnny Vai à Guerra


LIVRO:
ORIGINAL Johnny got his gun

AUTOR Dalton Trumbo


EDITORA Relume Dumará
225 páginas
 

FILME:

DIRETOR 

Dalton Trumbo

AUTOR 

Dalton Trumbo (novela e screenplay)
 ELENCO Timothy Bottoms (Joe Bonham)Kathy Fields (Kareen), Marsha HuntJason Robards (mãe e pai de Joe), Donald Sutherland (Jesus Cristo) 
 

"Há uma porção de leis para proteger o dinheiro da gente mesmo durante a guerra mas não há lei alguma dizendo que a vida de um homem lhe pertence."
Minha história com Johnny vai à Guerra começou como deve ter acontecido com muitos: assistindo ao clipe de One do MetallicaCuriosíssima acerca do jovem soldado mais morto que ferido de guerra, não sosseguei até encontrar o livro (esgotado) pra comprar. Achei no Mercado Livre quando o anúncio finalizaria em dois dias!
E não me arrependi. Tudo começa com a edição maravilhosa, é claro. Vocês podem ver os detalhes neste In My Mailbox.

A história é delicada e começa quando Trumbo põe um soldado da Primeira Guerra Mundial na pior situação que pode imaginar. Joe Bonham era um jovem comum, trabalhava, tinha uma namorada e problemas com os pais. Isso até surgir uma guerra. Como diz o próprio Trumbo "a Primeira Guerra Mundial começou como um festival de verão", o país convidava os jovens a glorificar e honrar sua pátria colocando outros países em seus devidos lugares. 

TRAILER

     
"É doce e honroso morrer pela pátria."



A inocência dos soldados, cheios de promessas de serem herois, é uma coisa realmente tocante. Só durante a guerra é que descobrem a realidade omitida (o outro filme, Valsa com Bashir, expressa bem isso). Muitos morrem, muitos ficam feridos, alguns ganham medalhas que não valem mais do que o que perderam... Joe, porém, perdeu tanto a vida quanto o direito de morrer. Atingido, ele perde braços, pernas e rosto, no entanto não sofreu dano cerebral algum. Joe fica, assim, condenado a vegetar num leito de hospital. A partir daí viajamos pelas memórias de Joe, seus delírios e sua obsessão por arranjar um meio de se comunicar com as outras pessoas.


Apesar de ser do mesmo autor, do livro para o filme há algumas diferenças, mas sempre mantendo o tom. A narração de Timothy Bottoms (que interpreta Joe Bonhan) é muito bem feita, não deixa o ritmo cair: ora de suave rocordação, ora de revolta emocionante. E cá entre nós, segurar um filme que em sua maioria é em preto e branco, foca em alguém todo coberto, apenas com narração não deve ser fácil. Ficou lindo, lindo, Deus permita que eu nunca esqueça!

Além dos aspectos "superficiais", Trumbo usa Joe para discursar inflamadamente a favor da vida e nos fazer refletir acerca de quão desnecessários e mentirosos são esses circos chamados de guerrasO capítulo 10, por exemplo, é um discurso revoltado sobre a luta sangrenta por palavras bonitas e promessas a favor da vida. Algo marcante tanto no livro quanto no filme é exatamente isso: você pode sentir as emoções do autor. Tanto a doçura  do capítulo em que Joe relembra o Natal da infância, quanto a raiva que imediatamente depois ele expressa. 


Fantástico, emocionante e impactante. Uma das melhores obras que eu pude ter o prazer de ler e assistir. Se você tiver oportunidade, não desperdice-a, mesmo se não gostar desse tipo de livro. 



O AUTOR                                             

James Dalton Trumbo (9/12/1905 — 10/09/1976) foi um roteirista e romancista estadunidense, e membro do Hollywood Ten, um grupo de profissionais da indústria cinematográfica que testemunhou perante uma comissão parlamentar de inquérito montada em 1947 pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para averiguar a suposta infiltração de comunistas na indústria de cinema.          Em 1939 escreveu o romance Johnny Vai à Guerra, clássico pacifista que recebeu um prêmio National Book Award. O romance foi inspirado em um artigo que Trumbo leu sobre um soldado que ficou desfigurado após lutar na Primeira Guerra Mundial.         

12 comentários:

  1. não é meu tipo de livro favorito, mas parece ser bom.

    Passa no meu blog? Tem Promoção:
    http://just-livros.blogspot.com/

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  2. Uau! Parece ser bem incrível.
    Sempre leio ótimas resenhas aqui, de livros que eu provavelmente não compraria se fosse a uma livraria, mas, você, Bruninha, se empolga tanto, escrevendo, que dá vontade de comprar estes livros. Esse é outro que vai para minha lista.
    Parabéns pela resenha.
    Beijos.

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    1. Aaah, ia dizer que você não sabe como eu fico feliz com esse tipo de comentário, mas você com certeza sabe, sim, hauhua! Muito muito obrigada =D

      Fico feliz de despertar interesse por esses livros que às vezes passam batido, é essa mesma a intenção! Não tenho mto interesse em escrever sobre livros sobre os quais todos os blogs falam justamente por isso. Além de que esse livro é maravilhoso mesmo, pode ver no skoob, quase todos que leram marcam como favorito. =)

      Beijos e obrigada novamente! ^-^

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  3. Por incrivel q pareça,,antes de visitar seu blog,, estava eu aki escutando a musica,,so q na versao cover do Korn,, ..lol rs

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    1. A do Korn ainda não ouvi! Vamos ao youtube!

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  4. Adoro a musica...até mesmo nela vc consegue sentir um pouco da sombriedade que deve ser estar num campo de batalha...se eu conseguir acesso ao livro e ou ao filme,lerei e assistirei sem hesitar...

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    1. Realmente! O Metallica conseguiu passar bem isso e o medo e solidão que o Joe sentia. É muito envolvente. Se tiver oportunidade veja/leia, sim! É uma grande obra.

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  5. Wow, conheci a o filme através do mineiro, amigo meu, nem sabia a história por trás da música. E ainda assim, não li, nem vi o filme :) melhor correr atrás né amore? =D bjobjobjo te amo amo amo!

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    1. HUAHUA aproveite que sua namorada tem o filme e o livro raro. ;)

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  6. Eu não assisti ao filme, mas fiquei muito emocionado com o livro. Uma obra de arte, impecável.

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    1. É mesmo maravilhoso. Eu nunca li um livro em que a emoção, indignação, dor e raiva fossem tão palpáveis quanto neste de Trumbo. O filme também é uma obra de arte, vale a pena ver qdo tiver oportunidade. ;)

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