quarta-feira, 14 de março de 2012

{Eu li} Jogos Vorazes, de Suzanne Collins


Hunger Games
Ano 2008
397 páginas
Editora Rocco (Jovens Leitores) 

Tradução Alexandre D'Elia (informação relevante para a resenha, haha)


"Miro o espelho enquanto tento lembrar quem sou e quem não sou."
Jogos Vorazes, junto a Destino, é um dos poucos livros "novos" que conseguiu me chamar a atenção (ui, como ela é difícil!). Com Destino me decepcionei, mas, mesmo aos trancos e barrancos, tive uma experiência bem melhor com os Jogos. Aliás, que trancos e barrancos! Mas chega de introdução e bora aos detalhes!

O livro mistura reality show, opressão por parte do governo, romantismo, claro e contraste social para criticar e fazer refletir como uma distopia deve fazer. Meu primeiro problema é que como uma crítica chata (e conhecedora do 'gênero') queria porque queria ver logo as reflexões e elas só começaram a ficar mais claras lá pelas tantas. Claro que o contraste social é óbvio desde o momento em que Katniss chega à Capital e há também um leve alerta climático quando conhecemos a história de Panem. O resto se explicita mais quando Kat se revolta, mas antes de chegar lá encontrei uma entrevista com a autora onde ela dizia sobre o que queria nos
fazer refletir: nossa relação com reality shows versus nossa relação com noticiários, as decisões tomadas pelos governantes e o que você pode fazer por isso tudo.
 

Aí sim tá com uma carinha distópica. 3%, sacou? hã, hã?
Algumas vezes eu ficava um tanto irritada com alguns trechos mais teens, mas o que eu poderia esperar? O clima esquentou mesmo quando os jogos já estavam em andamento e o sofrimento faz a Kat realmente acordar pra vida. A leitura fluiu muuuito bem na contagem de páginas. Pelo calor dos jogos, pela linguagem fácil, e até pela diagramação. E vou te falar, mudei a classificação do livro diversas vezes durante a leitura até chegar nos 3,5 passando inclusive pelos 4 indicadores de muito bom. O livro tem partes muito boas sim, até emocionantes e uma cena em especial me arrancou um suspiro de surpresa agradabilíssimo! Achei também muito interessante a autora ter escolhido o nome ágape para os encontros mortais promovidos pelos organizadores dos Jogos. Mas logo os jogos terminam e a coisa esfria de novo, o foco se volta para o romance e eu cheguei a pensar em porque diabos teria mais livros, haha.
Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Liam Hemsworth: o trio de Jogos Vorazes
 Isso é que não devia acontecer em distopia nenhuma.
O romance ganhar mais destaque que a reflexão.

Isso porque ainda não falei de alguns pontos que pesaram demais na nota final. Bem, acho difícil a Katniss  conhecer a expressão "sambar" naquele "contexto histórico". E esse eu não tenho certeza, mas acho que a Katniss tava ouvindo demais enquanto estava quase completamente surda. Sem contar o mais crasso de todos os erros: "ENTERRA-R". Podem procurar aí na página 380 pelo r solitário na esquerda. E algumas outras expressõezinhas mal colocadas que não sei direito a quem culpar, a autora, o tradutor ou o revisor?  Depois desse banho de água fria, acho melhor nem falar que mesmo gostando de mitologia grega, eu só soube do assunto no livro pelo Skoob! :0 De Teseu, só conheço Teseu e o Minotauro, então não consegui fazer ligações.  

Eeeem suma, o livro merecia mais cuidado (como disse, ainda não sei a quem culpar) mas é um ótimo entretenimento, o tempo passa rapidinho. E lendo as sinopses dos outros livros que compõem a trilogia até deu aquela vontadinha de terminar a série. E pelo trailer, até de ver o filme deu vontade! Infelizmente, ouvi dizer que os dois são mais fraquinhos, o que será uma tristeza, porque a sinopse dá margem pro desenrolar de uma boa distopia.

_______________________

Foto -Suzanne Collins
A AUTORA
 Suzanne Collins é escritora e roteirista de programas infantis, formada em escrita dramática pela New York University. Fez vários roteiros para a Nickelodeon. Entre 2003 e 2007, Suzanne escreveu os cinco livros da série de fantasia “The Underland Chronicles”. Em 2008, lançou “The Hunger Games”, primeiro livro da trilogia homônima. A inspiração veio quando ela assistia TV: mudando de canal, viu um reality show que passava ao mesmo tempo em que outro canal transmitia cenas da Guerra do Iraque. Suzanne inseriu essa junção num contexto de mitologia grega e em suas noções de efeitos de guerra. 

6 comentários:

  1. Estava curiosíssima para ver qual nota você daria ao livro, Bruninha!
    Era inevitável que o romance ganhasse mais destaque que a reflexão. E isso, provavelmente irá ganhar uma atenção ainda maior depois que a adaptação cinematográfica estrear, pela história estar sendo tratada como o sucessora de Crepúsculo! :|
    Continuo gostando de Jogos Vorazes, mas não me impactou tanto quanto as distopias Gone(Michael Grant) ou Maze Runner(James D.).
    Continuo gostando mais de Gregor, O Guerreiro da Superfície, outro trabalho da Suzanne. É voltado par um publico mais jovem, mas ainda assim considero melhor de JV, apesar de ambos serem de gêneros diferentes.
    Adorei sua resenha.
    Beijos.

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    Respostas
    1. Poxa, verdade, Van, não tinha mesmo como não focar no romance, já que a série é voltada para o público jovem e considerando os estereótipos que garantem vendas. Mas eu sou brasileira, iludida e não desisto nunca! HAUHAUA Ainda há de vir uma nova distopia que seja como as antigas. Ou não se fazem mais como antigamente? :/

      E tou ansiosa pelo Maze Runner! Começou ganhando pontos pela trama diferente. =) Comprei uma outra distopia argentina que nem conhecia, mas que também tá me prometendo, haha.

      Eu gosto de livros infanto-juvenis, bem mais que YA! Às vezes rola aquele amor inocente, lindinho, mas que não rouba a cena da aventura! O Grande Labirinto é um exemplo fofíssimo. Aliás, li pela segunda vez e não resenhei! :0

      Muitas vezes obrigada, Van! ^-^
      Beijos!

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  2. Ouvi falar muito bem desta serie! E a resenha está ótima! Não vejo a hora de ler. =)

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  3. Ai, eu vi o filme desse livro ontem e to super curiosa pra ler os livros

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  4. Não sei porque, mas meu santo simplesmente não bate com este livro, talvez seja o fato de que os fãs dele criticam muito twilight e eu realmente não admito isto, por este motivo nunca dei uma chance a esta obra. Mas já ouvi bastante sobre ele, algumas amigas já leram e gostaram e me contaram um pouco do enredo. Eu sou uma pessoa que ama romances água com açúcar e talvez esse seja o grande problema, para mim JV só tem morte não importam o que me digam quando alguém fala de JV para mim o que vem em minha cabeça é um massacre. Enfim, quem sabe um dia quando eu tiver um tempo e não tiver livros mais interessantes para ler eu não dê uma chance?

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