quinta-feira, 26 de julho de 2012

{Filmes} Réquiem para um Sonho


Diretor: Darren Aronofsky | Elenco: Ellen Burstyn, Jared Leto, Jennifer Connelly, Marlon Wayans | Roteiro: Darren Aronofsky, Hubert Selby Jr. | Fotografia: Matthew Libatique | Trilha Sonora: Clint Mansell | Duração: 102 min. | Ano: 2000| País: EUA | Gênero: Drama | Classificação: 18 anos


Para sentir o drama acesse o site requiemforadream.com que é tão foda que o filme foi lançado no ano 2000 e ele ainda está no ar. 

Réquiem para um Sonho, antes de tudo, é um filme forte. Depois de assistir a um bocado de coisa (de Laranja Mecânica a Johnny Vai à Guerra, passando pelo dvd do Patati e Patatá), me achando a fodona, ainda fiquei enjoada assistindo-o.

Tá, mas antes de empolgar, vamos começar pelo começo: a sinopse.



Uma visão frenética, perturbada e única sobre pessoas que vivem em desespero e ao mesmo tempo cheio de sonhos. Harry Goldfarb (Jared Leto) e Marion Silver (Jennifer Connelly) formam um casal apaixonado, que tem como sonho montar um pequeno negócio e viverem felizes para sempre. Porém, ambos são viciados em heroína, o que faz com que repetidamente Harry penhore a televisão de sua mãe (Ellen Burstyn), para conseguir dinheiro. Já Sara, mãe de Harry, é viciada em assistir programas de TV. Até que um dia recebe um convite para participar do seu show favorito, o "Tappy Tibbons Show", que transmitido para todo o país. Para poder vestir seu vestido predileto e mais significativo, Sara começa a tomar pílulas de emagrecimento, receitadas por seu médico. Só que, aos poucos, Sara começa a tomar cada vez mais pílulas até se tornar uma viciada neste medicamento.
Odeio pegar sinopses prontas de contracapa de dvd, mas dessa vez se não fosse assim não saia a resenha... Enfim...
Este era um daqueles filmes, do time de Laranja Mecânica e O Iluminado, que eu ouvi falar não sei onde e fiquei extremamente curiosa, mas nunca tinha visto. Certo dia, toda faceira, fui assistir ao Réquiem. Esse nome complicado (réquiem é palavra latina que significa repouso no sentido mais fúnebre e designa também canções ou preces de funerais. Tenso, hein?) soa como música para os ouvidos. Delicado, sutil e estranho. O filme porém, é um drama psicológico comparável ao tratamento Ludovico de Laranja Mecânica.

sifudeu com a heroína
Foi aí também (seguido de Clube da Luta) que descobri que Jared Leto não é só um rostinho bonito que canta Bury Me, haha. Até que me convenceu como ator. Jennifer, mulherão, não parecia tanto uma jovenzinha viciada. Ellen Burstin, no papel de Sara, mãe desgostosa de Harry (Leto), foi maravilhosa também, tendo uma cena sua gravada na minha memória como se fosse a ferro. O amigo de Harry, que agora o nome me foge à memória, também foi impecável.

O mais interessante na história (porque o mais marcante pra mim foi a direção) foi tratar os vícios lícitos e ilícitos com igualdade e mostrar que ambos, cedo ou tarde, levam o viciado ao lugar mais sombrio da sociedade e de sua mente.

Drogas lícitas ou ilícitas, sexo, prostituição, problemas familiares e marginalização são problemas que podem estar em qualquer filme, mas com a intensidade com que são apresentados em Réquiem eu não conheço outro. A direção do filme foi crucial pra chegar nesse resultado. Ah, sim, que resultado? Incomodar, causar náuseas, tirar quem assiste da zona de conforto. Close em pupilas dilatando, telas divididas, cenas fortes se alternando rapidamente, efeitos sonoros... me senti o Alex DeLarge no tratamento Ludovico! A última vez que senti algo parecido foi lendo Trainspotting.

Então, é isso aí. Réquiem é um filme pesado e sensível ao mesmo tempo, com uma direção e um elenco fantásticos, que não serve para ser assistido apenas por entretenimento. Se for assistir, pegue um antidepressivo e esteja preparado (ou não, você pode ficar legalmente viciado como a Sara). 

Ah, e se tiver o livro homônimo que deu origem ao filme, me empreste! 

Trailer:

6 comentários:

  1. Gostei da resenha :)
    Nunca havia ouvido falar desse filme, mas me interessei pelo enredo. Vai pra lista.
    Beijinhos ^^
    Isabelle - http://attraverso-le-pagine.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Me fez passar mal, mas é bem bacana. :) E do mesmo diretor de Cisne Negro.

      Beijos!

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  2. Não conhecia esse livro.
    Já seguindo o blog!!!
    Convido-a para seguir e comentar:
    http://eternamente-princesa.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Acho que vc não vai ler essa resposta, já que não leu sequer o título do post, mas apesar de se tratar da adaptação de um livro quase homônimo, eu resenhei o filme.

      Beijos!

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    2. Like a boss, essa resposta, Bru! hahahaha

      Bem, eu sou suspeita quando se trata de Jared Leto. Jaroldo foi meu amor platônico da adolescência huashaushauhsuahuahsuahsuh

      Mas que seja. Esse filme é visceral. Tapa na cara, mesmo.

      A resenha, como sempre, impecável :)

      Beijão

      http://twbmwbrazil.blogspot.com.br/

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    3. AHUHAUHU obrigada, Fer. :B
      Começo de tpm sacomé, né.
      Poxa, estamos sumidas dos blogs uma da outra, hein? Eu tou trabalhando um bocado, por isso a resenha saiu meio estranha, meio partida, não consegui me concentrar direito. Mas muuuuito obrigada pelo elogio =)

      Beijos!

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