quarta-feira, 15 de maio de 2013

{Eu li!} Dália Negra, James Ellroy

Dália Negra (Black Dahlia) | James Ellroy | 1987 | 427 páginas | no skoob 



Mais do que levar o nome de um dos assassinatos mais notórios do século XX, o que me fez ler Dália Negra foi a obsessão do autor pelo caso. A mãe de Ellroy foi encontrada morta em um terreno baldio, assim como Elizabeth Ann Short (a Dália), quando ele era ainda bem jovem. Obcecado pela Dália, ele pesquisou a fundo o assassinato que se transformou em pano de fundo para seu romance de estreia.

Ambientado no fim dos anos 40 e início dos 50 a história é narrada por Bucky Bleichert, policial e ex-boxeador. O livro conta a relação dele com o também policial Lee Blanchard que fica obcecado pelo assassinato da Dália Negra (assim como o autor) e como a investigação muda suas vidas para sempre.

Elizabeth Ann Short, a Dália Negra.
Não sou muito chegada em romance policial, por isso pra mim a história às vezes ficava chatinha. Mas o Louie começou a ler e adorou todo o lance dos policiais e do boxe, então pra quem gosta é um prato cheio. Eu queria mesmo é saber sobre a Dália e o andamento da investigação e esperei ansiosamente noventa páginas até o aparecimento da Beth, já não aguentava mais, haha.

Junto à história dos policiais é retratada um pouco da vida de Elizabeth e da comoção que o assassinato causou na época. Vários homens, por exemplo, confessaram falsamente ser autores do assassinato atrapalhando as investigações.

Ellroy escreveu o romance quando o caso ainda não tinha solução, muito antes de George Hodel ser apontado como o assassino mais provável de Elizabeth. Isso me fez ficar curiosíssima e ao mesmo tempo receosa pelo final que Ellroy daria à história. Digamos que foi bem criativo e que peças que pareciam completamente desconexas se encaixam no final, mas a verossimilhança é tanta quanto a de um filme de terror antigo.

O livro foi adaptado para o cinema sob a direção de Brian dePalma. Não assisti inteiro, mas até onde vi é bastante fiel ao livro e muito bem feito. Realmente parece um filme de época.

 
"Hollywood te fode quando ninguém mais quer." Essa frase do livro grudou na minha cabeça.

Postado originalmente no meu outro blog, o Sobre Café e Livros.

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