quarta-feira, 8 de maio de 2013

{Eu li} Paraíso Líquido, de Luiz Bras

Paraíso Líquido, Luiz Bras | 2010 | 304 páginas | Editora Terracota | no skoob

Três coisas me fizeram ficar apaixonada pelo livro 1) se trata de ficção científica brasileira, 2) o impacto do primeiro conto e 3) a criatividade do autor. O livro é tão fantástico, os contos são tão intensos e se 
aprofundam tanto no tema que ao terminar a leitura senti como se tivesse lido vários livros em vez de um só.

"(...) os contos reunidos neste volume estão em busca de certo tipo de leitor relativamente incomum hoje em dia, ao menos nos círculos mais refinados. Falo dos apreciadores sofisticados que, ao abrir um livro, ir ao cinema ou ao teatro, buscam algo mais do que a simples realidade nua e crua." Rebecca O'Brien na orelha do livro.

Outra coisa bacana é que os contos vão se tornando cada vez mais fantásticos, mais futuristas, o mundo como conhecemos se desintegra cada vez mais, como se desse chance ao leitor de ir se acostumando aos poucos ao universo fabuloso a que Bras nos convida. Primeiros Contatos, o primeiro conto, já é um soco no estômago. Me envolveu e me emocionou tanto que me senti dentro da história, cúmplice do menino aniversariante que acreditava em extraterrestres. Já em Paraíso Líquido, o último conto, o leitor se vê num universo completamente diferente de tudo que já imaginou. Isso passando por guerras, experiências científicas, perseguições, o ciberespaço e além.


Paraiso Liquido
Mas não foi só a criatividade dos contos que me encantou. O autor não tem medo de brincar com as palavras e nomes dos personagens (inclusive se repete algumas vezes...). Além de neologismos, o autor brinca com a forma de palavras e frases e no último conto várias palavras que conhecemos aparecem do nada na mente de Sólido como se fossem novas. E os nomes dos personagens, ainda que estrangeiros, o leitor já viu em algum lugar. Há Rihanna, Mondrian, Mustafá, Sólido, Líquido e Gasoso e os trigêmeos Ahna, Huno e Iehn. Tá, Ahna, Huno e Iehn eu nunca vi, mas merecia ser citado aqui, haha.

Tem até uma Bruna. Imagine qual não foi a minha surpresa (e provavelmente de outras Brunas também) quando no início de um dos contos, a personagem fala sobre estatísticas, intuição e uma mórbida previsão a uma certa Bruna ("Pode rir, Bruna"). Juro que por um segundo mágico achei que ela estava se dirigindo a mim diretamente. Essa "magia" só me fez ficar mais deliciada com a experiência de ler Paraíso Líquido e claro, recomendar o livro entusiasmadamente.

Encontrei esse livro e me apaixonei à primeira vista na Casa de Leitura Dário Vellozo, que fica no Largo da Ordem, aqui em Curitiba. Semana que vem ele já estará de volta para, quem sabe, ser lido por você. ;)

Conheça também o blog do escritor: http://luizbras.wordpress.com/

jonas
Parte do conto "São Paulo, 31 de Julho de 2013"

2 comentários:

  1. Já estou te seguindo
    seu blog é maravilhoso, convido você e suas leitoras a conhecer meu blog
    http://toobege.blogspot.com.br/
    beijinhos

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